
"Já o disse em Hiroshima Mon Amour: o que conta não é a manifestação do desejo, da tentativa amorosa. O que conta é o inferno da história única. Nada a substitui, nem uma segunda história. Nem a mentira. Nada. Quanto mais a provocamos, mais ela foge. Amar é amar alguém. Não há um múltiplo da vida que possa ser vivido. Todas as primeiras histórias de amor se quebram e depois é essa história que transportamos para as outras histórias. Quando se viveu um amor com alguém, fica-se marcado para sempre e depois transporta-se essa história de pessoa a pessoa. Nunca nos separamos dele. Não podemos evitar a unicidade, a fidelidade, como se fôssemos, só nós, o nosso próprio cosmo. Amar toda a gente, como proclamam algumas pessoas e os cristãos, é embuste. Essas coisas não passam de mentiras. Só se ama uma pessoa de cada vez. Nunca duas ao mesmo tempo."
Marguerite Duras
Hoje li este excerto numa qualquer folha perdida nas profundezas da minha biblioteca.
Fiquei a pensar nela durante algum tempo.
Costuma-se dizer que "Não há amor como o primeiro!", será pelos motivos acima enunciados? Será que realmente transportamos a história do nosso primeiro amor durante toda a vida e nos limitamos a transferi-lo de pessoa para pessoa?
Lembrei-me do meu primeiro amor.
Ele chamava-se Guilherme. Era o rapaz mais bonito da minha turma. O menino da casa redonda...
Andávamos juntos na mesma turma no 3º ano. Eu tinha-me mudado de uma pequena aldeia do interior alentejano, agora vila, para a cidade e ele foi o raio de luz que encontrei no meio daquele mundo novo onde me vi perdida…
Depois, quando passámos para o 5º ano, ficámos em turmas diferentes. Já éramos grandes…nada de confianças, já éramos grandes…passámos a cumprimentar-nos com um cordial "Oi! Fixe? Tudo!"
Passados muitos anos, ele veio de novo parar à minha vida com notícia da sua morte:
"Lembraste do Luís Guilherme, que andou connosco na primária? O rapaz da casa redonda? Morreu com um vírus raro! Até tiveram que lhe selar o caixão!".
Foi a forma "simpática" como recebi a notícia.
Tive pena de não me ter esforçado o suficiente para manter contacto...agora nada havia a fazer...
Foi esta a história do meu primeiro amor. Um amor puro, de criança, se calhar uma pequena brisa comparado com a força de algumas tempestades...
Marguerite Duras
Hoje li este excerto numa qualquer folha perdida nas profundezas da minha biblioteca.
Fiquei a pensar nela durante algum tempo.
Costuma-se dizer que "Não há amor como o primeiro!", será pelos motivos acima enunciados? Será que realmente transportamos a história do nosso primeiro amor durante toda a vida e nos limitamos a transferi-lo de pessoa para pessoa?
Lembrei-me do meu primeiro amor.
Ele chamava-se Guilherme. Era o rapaz mais bonito da minha turma. O menino da casa redonda...
Andávamos juntos na mesma turma no 3º ano. Eu tinha-me mudado de uma pequena aldeia do interior alentejano, agora vila, para a cidade e ele foi o raio de luz que encontrei no meio daquele mundo novo onde me vi perdida…
Depois, quando passámos para o 5º ano, ficámos em turmas diferentes. Já éramos grandes…nada de confianças, já éramos grandes…passámos a cumprimentar-nos com um cordial "Oi! Fixe? Tudo!"
Passados muitos anos, ele veio de novo parar à minha vida com notícia da sua morte:
"Lembraste do Luís Guilherme, que andou connosco na primária? O rapaz da casa redonda? Morreu com um vírus raro! Até tiveram que lhe selar o caixão!".
Foi a forma "simpática" como recebi a notícia.
Tive pena de não me ter esforçado o suficiente para manter contacto...agora nada havia a fazer...
Foi esta a história do meu primeiro amor. Um amor puro, de criança, se calhar uma pequena brisa comparado com a força de algumas tempestades...
Será que nos acompanha durante toda a vida?
13 comentários:
Não quero - nem pensar nisso - estragar o "post"!
Mas não me lembro do primeiro amor.
Nem do segundo.
Nem do...
Boa noite e peço desculpa pela intromissão!
Até pareço a RTP nos tempos do meu primeiro amor...
É sempre bom recordar essas coisas, não é??
beijos
Eu comecei a ler e dizia cá para mim " Onde é que eu já li isto ou algo parecido????"
E depois decobri " Marguerithe Duras a m/escritora francesa preferiada.....a que escreveu com o coração, com a alma as locuras do coração, do amor,da vida.
Sim concordo que nunca se esquece um grande primeiro amor.....acompanha-nos a lembrança dele até ao final da n/vida, com carinho, com ternura ou com alguma mágoa.
Beijokitas e bom fim de semana.
Belissimo texto...
Penso que nunca se esquece porque é/foi o primeiro e a primeira veze a sentir algo asim que todos sabemos como é, nunca esquece...
Pode ter acabado bem ou mal ou nem seuqer ter começado mas a ideia de algo assim numa latua da vida em que vive tudo com tal intensidade e ingenuidade...
Enfim...continuo romãntica eu, apesar de tudo...;-).
Bjs e bom fds
(vou pensar nas biagens em conjunto :-).
Belo texto. O primeiro amor é fabuloso. E fica...
Tens prémio no meu blog. Beijos
Sabes uma coisa minha querida?
O primeiro amor é sempre assim. E o que fica dele é essa lembrança eterna.
Não te martirizes por isso. O reencontro é possivel.
Bj
Rei da Lã:
Hum...
Cá para mim esse teu 1º amor está mais presente do k keres demonstrar, certo?
Bj e volta sempre
Gata:
Sim, é bom.Pena ter um final triste.
Bjokas
Parisiense:
Parece k teho um dedo k adivinha não é?
Pois, é nada cm o 1º amor...mas os seguintes tb têm a sua importância e special place.
Bjokas e bfs
Eumesma:
Eu por mais que tente parece que de dia para dia ando cada vez mais romântica...até dói...
Bjokas
Pensa, pensa...malta porreira é spr mt bem vinda.
Lita:
Já vi lindona. Obrigada pela lembrança. Vou colocar aqui assim k tiver uma brecha. Saturday is very ...:P
Beijinhos
Kim:
Opá, tu não brinques...
Olha k já morreu, capute, bateu a bota...;O)
Bjokas
Іt's an remarkable paragraph in support of all the internet people; they will take advantage from it I am sure.
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