sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Lágrimas intemporais...

Hoje, quando procurava um velho livro na biblioteca, em casa, encontrei um caderninho onde costumava escrever alguns desabafos perdidos no meio da brancura de páginas por preencher. Abri ao acaso e nem de propósito o texto que escrevi há mais de 15 anos dizia assim:

"Irónica esta vida que nunca nos satisfaz e que na maioria das vezes não nos dá aquilo que procuramos alcançar, talvez porque...Sei lá...
Como vou eu, uma simples criatura, tentar explicar o porquê das coisas, principalmente daquelas que nos fazem sofrer.
Todos procuramos o paraíso perdido, talvez por isso seja tão apetecível. O fruto proibido sabe sempre tão bem e tem sempre outro sabor. O sabor do oculto que no fundo todos procuramos desvendar. Oculto, esse não sei quê, que surge não sei quando. Tudo se desvanece tão depressa como um flash, como um...
O que sei é que tudo leva ao mesmo caminho, à mesma conclusão, à única alternativa…o amor…
Pena que esse amor ao ser o início de um sentimento que faz mover terras e mares, que faz derreter o mais gélido dos corações, seja por vezes triste e doloroso.
Um poeta disse: “O amor quando verdadeiro, é mais forte que a morte…”
Será que é mesmo assim? O amor pode vencer a distância? A saudade? A angústia de uma cama vazia? De um acordar só?”

Engraçado como os episódios que nos marcam na vida teimam em repetir-se vezes sem conta. É um ciclo vicioso, dolorido…que corrói e seca por dentro…ou estarei a ser mais uma vez uma tolo romântica e desiludida?

18 comentários:

Ka disse...

Muito bonito o teu texto. MAS sabes eu apesar de já ter tido uma data de surpresas negativas continuo a acreditar que ando cá para ser feliz e só dá é um trabalhão enooooorme :P

beijinhosss

ps - 15 anos este texto??? caramba...já escreves muito bem há muito ano...lol

Annie disse...

Obrigada por todos os comentarios.
Um beijinho * vou adicionar-te :)

NIH SILVA disse...

Passando pra visitar!

- O amor é sim mais forte que amorte, pois não conseguimos matá-lo, talvez rduzí-lo à uma conformação, masmatá-lo nunca.

- por ooutro lado é mais fraco do que a vida, pois ao nascer de um novo amor, o outro (principalmente se já for um amor gasto) definha a medida que o novo cresce!

beijos!

Van disse...

Sim, o amor é mais forte do que a morte! Só não sei, às vezes, se á mais forte do que a vida...
Mas, dá trabalho, dá. Um trabalhão. Tanto se ama como se odeia a seguir. É um turbilhão de emoções que vêem não se sabe muito bem de onde. O amor é um tudo em um. É o teu melhor amigo, o teu maior inimigo, o teu amante, teu pai, teu irmão, teu colega, é paixão, é tudo. Não é um sentimento só, são muitos. Que custam a gerir, é verdade, mas que existem e nos fazem sorrir a maior parte das vezes.
Por exemplo, agora tou a ver que vou dar uma traulitada no meu, que já devia estar a caminho aqui de casa para partirmos para um casamento a 3 horas de dsitancia, com paragem em hotel para mudar de roupa...tamos bem tamos...looooooool

Zabour disse...

Ka:
Podes acreditar que ser viver e saber viver dá um trabalhão do caraças.

Beijinhos linda.

Zabour disse...

Annie:
Obrigada tu pelas visitas.

Bjokas

Zabour disse...

Nih Silva:

Volta sempre que quiseres.

Bjokas

Zabour disse...

Van:
;)

Boa viagem.

Beijinho grande

Shelyak disse...

O sentimento que, quando não resulta bem, é devastadoramente destrutivo... mas é o que nos move, a todos...
(ah! e o deezer... tem tocado as músicas sempre integralmente?)
Beijinho para ti!
:)

Anjo De Cor disse...

Eu acredito que sim, Que “O amor quando verdadeiro, é mais forte que a morte…”
E tb acredito que quando é mesmo verdadeiro consegue vencer a distância, a saudade, um acordo só, ... porque da-te força para encontrares sempre uma solução para dimuires todos essa falta e acreditar que vão ficar juntos ;)
Fala a voz da experiência, acreditei, não foi fácil, mas não me arrependo de ter acreditado que era possível, só assim senti a verdadeira força do amor ;)
Tudo é possível quando amamos ;)

Bjs e continaução de bom fds.
Sónia

PS: há 15 anos já escrevias muito bem... ;)

Zabour disse...

Shelyak:
Sim, tens toda a razão, é o reverso da medalha.
Funciona lindamente, tudinho até ao fim as vezes que quiseres.

Beijinho

Zabour disse...

Anjo:
Não sabes como as tuas palavras me deram esperança. Às vezes parece que estou a remar contra a maré e ninguém me apoia.

Beijinhos

Água Ardente H2Oh! disse...

Deste-me uma grande força nesta coisa do amor a distancia, vim cá retribuir...sinceramente estas experiencias apesar de doloridas, são enriquecedoras...estou a aprender que o amor pode realmente muitas coisas, mas não o amor sozinho, ele tem que vir acompanhado de outras coisitas, como autoconfiança, inteligencia, sabedoria e principalmente fé! Não é o amor que remove montanhas...mas sim a fé que nos impulsiona para lutar por aquilo que desejamos!!! Estas outra coisinhas que devem acompanhar o amor...é mesmo com estas experiencias...é que as adquirimos. Deveríamos aprender através do amor e não da dor...mas não somos perfeitos... Beijocas e aparece lá no blog para mais um desafio! H2Oh!

Zabour disse...

Água ardente:
Eu é que fico feliz por saber que não sou a única a achar que as relações à distância podem acontecer. Qd me refiro ao meu caso parece que estou a falar em algo impossível, de algo que nunca vai poder concretizar-se.
Eu vejo o amor como um demolidor de barreiras, fronteiras, distâncias. Chamem-me sonhadora, mas é assim que o vejo e não quero mudar a minha forma de pensar.
Volta sempre, tenho o meu cantinho de portas escancaradas para receber os amigos.

Beijinhos grandes

GANDALF disse...

A minha querida com 15 anos ja era uma mulher de GRANDES e bons pensamentos,muito bem escrito e com todo o sentimento que te envolvia no momento.

beijos :)

Safira disse...

Correndo o risco de ser fustigada, o amor está sobreavaliado.
Falo do amor romântico, atenção.
Recuso-me a ser refém do amor para ser feliz. Será um bónus, claro, mas não deixarei que determine os meus estados de alma, nem que me faça enterrar em muros de victimização ou complexos. Tudo pelo lado positivo agora: cama vazia? melhor, mais espaço tenho! O poeta de que falas viveu com certeza numa época em que os sentimentos não eram traficados como pílulas de euforia rápida como são agora. Encaro o amor com algum cinismo, e tenho cada vez mais dificuldade em acreditar no seu poder de mover marés. Quando dá muito trabalho, procura-se outro que dê menos. Agora é assim...e eu disso, passo!
Beijocas e anima-te, ó romântica! Há-de aparecer um que te dissipe essas dúvidas todas! For sure!

Zabour disse...

Gandalf:
Há 15 anos atrás tinha vinte anos, uma velhota portanto ;)

beijinhos, ó homem do sumol

Zabour disse...

Safira:
Eu também acho k o amor não deve ser a razão principal para viver, mas lá que ajuda a ser feliz, isso ajuda...
E depois não tem k ser o amor entre pessoas, há vários tipos de amor, e esse amor eu tenho a certeza que também sentes pk eu sei que és uma pessoa com uma capacidade de amar muito grande.

Beijinhos, linda