sábado, 26 de julho de 2008

A minha quintinha


Aqui há dias, quando por motivos que agora não são para aqui chamados, tive que me ausentar do trabalho, houve quem ficasse surpreendido quando disse que morava numa quinta.



Acho que até acho que eu estava a brincar com a situação e fez uma ou outra piada...Como se viver numa quinta fosse alguma coisa do outro mundo...

No dicionário de Língua Portuguesa diz assim: Quinta- propriedade rústica, cercada ou não de árvores, com terra de semeadura e , geralmente, casa de habitação.



Não conseguia perceber qual era a surpresa de viver numa quinta.

Vejamos por partes: não se trata de uma quinta do género do Brasil...não tem cavalos, aparecem por cá de vez em quando uns burros de duas patas, mas isso era assunto para outro post.


Tem muito terreno para a tal "semeadura" que a minha mãe trata com enorme estima e dedicação, sim porque os homens cá de casa só sabem mostrar o que as mulheres fazem, mas isso também era assunto para outro post...


Tem casa de habitação, que me dá uma trabalheira de tão grande que é...tem jardim, e os recantos maravilhosos que eu vou criando sempre que tenho um tempinho livre para deixar fluir a minha imaginação.



Recantos onde me escondo e saboreio um belo entardecer na companhia dos meus babaus, sempre tão companheiros.
É claro que não ando para ai a apregoar "Olha vivo numa quinta!". O meu espaço é inviolável, livre de invejas, olhares e pragas...essas só de caracóis, e algumas melgas que teimam em aparecer de quando em quando, devem ser familiares dos burros lá de cima, mas isso já sabem dava outro post...

Qual seria então a surpresa de viver numa quinta?

Até hoje ainda não consegui perceber. Será que para viver numa quinta é necessário ter o ar perdido ,de quem não sente o tempo a passar, dos pastores no campo? Ou será que teria que vestir umas jardineiras de ganga, colocar o chapéu de palha e ter as unhas carregadas de terra?
Se calhar foi esse o motivo do espanto, não me devem imaginar, se calhar, a mondar a terra, a apanhar as ervas daninhas ou a dar de comer às galinhas "umas porcas badalhocas" que às vezes mais valia estarem na panela de tanta porcaria que fazem. Enfim...deixo-vos por fim com a sua alegre figura, delas, as galinhas, e seus vizinhos de capoeira, a familia dos patos...Enjoy!


Patos porcalhocos!!!!








E suas vizinhas galinhas badalhocas!

4 comentários:

Safira disse...

INveja! INVEJA! INVEEEEEEEEEEEEJA!!!

Dos teus patos badalhocos (as galinhas dispenso...), dos teus recantos, de poderes passear sem sair de casa, de poderes plantar coisas...

Quem me dera...
Beijos

Zabour disse...

Safira:
Não te posso dar um bocado de terra, mas podes vir visitar-me quando quiseres, já sabes disso.
Bjs

Olá!! disse...

Estou como a Safira, como te invejo... imagina tu que chego ao extremo de plantar salsa e coentros em vasos para sentir que tenho um pedaço de terra :)
Beijossssssssss

Zabour disse...

Ainda bem que gostaste, Olá!Acredita que se não fosse poder sentir a terra à minha volta, bem debaixo dos meus pés já tinha dado em doida, já bem me chegaram os anos em que vivi na grande cidade, um sufoco...
Bjs